#tbtrepórter: Salete Cobra, uma lenda e ícone na cidade de Guarabira

Salete Cobra, nome que traz consigo nostalgia e curiosidade.  Figura folclórica, Salete fixou residência  Guarabira/PB aos 14 anos. Foi funcionaria do município, exercendo atividades na Secretária de Educação.

A história de vida de Salete Cobra foi marcada por muitas perdas e dores. Ainda na sua juventude perdeu a mãe no dia em que comemorava seu aniversário. Desde então nunca mais gostou de festas, revelou ela em documentário sobre sua vida.

O que chama atenção em sua trajetória foi sua fixação por enterros. Todos os que tinha conhecimento ela se fazia presente, conhecendo ou não o morto. Salete não se contentava apenas em acompanhar o cortejo, ela gostava de estar ao lado do carro funerário, chorar com a família d@ falecid@ (ou mais que el@s) e, quando possível, vestir o morto e ornamentar o caixão.

A peculiaridade dos gostos de Salete Cobra já protagonizaram situações no minimo inusitadas. Certa vez ela teria seguido um caminhão que carregava uma geladeira acreditando ser um enterro. Outa, a parceira de um dos mortos teria pedido para ela deixasse o local. O motivo? Salete chorava mais que os parentes.

Em seu trabalho na prefeitura teria recebido algumas solicitações para que não fosse tão frequentemente à cortejos, sob risco de levar falta.  A prefeita da cidade à epoca,  Léa Toscano, teria dado o mesmo conselho devido ao seu estado de saúde, contudo, nada parou Salete Cobra, que insistiu em marcar presença velório após velório.

Sua história é tão curiosa que despertou o interesse de alunos do curso de mídia da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), que produziram um documentário, disponível no site Youtube.

A ilustre personagem guarabirense marcou a história da cidade e reza a lenda que ainda hoje Salete Cobra acompanha cada sepultamento.

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