Será que Paulinos e Toscanos irão se unir para derrotar o pré-candidato a prefeito pelo PDT, Teotônio Assunção?

Será que Paulinos e Toscanos irão se unir para derrotar o pré-candidato a prefeito pelo PDT, Teotônio Assunção? Pois como denota a história, estes se unem quando tem o poder ameaçado!

A história política de Guarabira é também a narrativa de um fatídico processo histórico, muito comum nos interiores do estado. Trata-se do revezamento do poder executivo, centrado nas mãos de duas famílias que governam a cidade com síndrome de oligarquias. De modo semelhante ocorre no legislativo, tanto em caráter municipal, quanto estadual.

No ano de 1977, Roberto Paulino foi eleito prefeito de Guarabira pelo MDB, iniciando assim um período que já perdura há 43 anos no revezamento do poder político municipal. Após seu mandato em 1982, Roberto Paulino apresentou para Guarabira a candidatura para prefeito de Zenóbio Toscano, na época filiado ao PMDB, que obteve êxito na candidatura.  Findada a vigência da eleição, em 1989 Roberto Paulino tornou a ocupar o cargo de chefe do poder executivo de Guarabira, já na eleição seguinte, 1993, Jáder Pimentel foi eleito prefeito de Guarabira pelo PDT. Desta eleição até o ano corrente, 2020 não houve em Guarabira outro prefeito (a) que não fosse da família Paulino e Toscano, na impossibilidade de elegerem a si mesmos, Roberto Paulino e Zenóbio Toscano elegeram suas esposas, Fátima Paulino e Maria Hailéa Toscano.

Como adendo, cabe ressaltar que em 2001 as duas famílias romperam os laços políticos. Zenóbio Toscano tornou-se o “maior opositor” da oligarquia Paulino fundando sua própria, com base no PSDB.

As bases oligarquistas não se restringem apenas ao contexto do poder executivo, como mencionado acima, há membros da família Paulino e da família Toscano ocupando o poder legislativo. No âmbito municipal, na câmara de vereadores a “oligarquia” dos Paulinos tem representação na pessoa de Michelle Paulino, já na “oligarquia” dos Toscano o nome de representação é Renato Toscano. A nível estadual os Paulino são representados pelo deputado, Raniery Paulino – MDB, que já está em seu quarto mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba – ALPB, vale frisar que o grau de parentesco entre Raniery e Roberto Paulino é de pai e filho. Camila Toscano é também deputada estadual, filiada ao PSDB já vai no segundo mandato, ela é filha de Zenóbio Toscano.

Há quase oito anos Zenóbio Toscano foi mais uma vez empossado prefeito de Guarabira. Ocorre que em maio de 2019 ele sofreu um princípio de infarto e precisou ser afastado de suas atividades, por este motivo o vice-prefeito Marcus Diogo – PSDB assumiu o cargo na condição de interino. Ainda em processo de recuperação Zenóbio Toscano contraiu COVID-19 e passou por outro infarto, vindo a óbito domingo, 14 de junho de 2020. Na segunda feira seguinte, 15 de junho de 2020, Marcus Diogo, até então prefeito interino foi empossado pela câmara municipal de vereadores como prefeito de Guarabira. Vale ressaltar que atualmente o prefeito Marcus Diogo segue a cartilha do prefeito de Campina Grande – PB, Romero Rodrigues – PSD, ambos optaram pelo afrouxamento do comércio e seguem as diretrizes de Bolsonaro em relação a pandemia de COVID-19, por interferência direta da Deputada Camila Toscano.

Neste contexto, mesmo com o aumento das mortes em decorrência do novo coronavírus o que se tem ouvido no que chamo de “bastidores da política” são pessoas preocupadas com os prazos eleitorais. Quando serão as convenções partidárias? As eleições serão em outubro ou novembro? Quem vai ser o vice de quem? Questionamentos como estes são frequentes, por este motivo é necessário que algumas especulações sejam levantadas sobre o atual cenário político. Mesmo porque, com ou sem coronavírus me parece que não existem precedentes imediatos para que as eleições sejam adiadas.

A desistência de Célio Alves (Cidadania) de candidatar-se ao posto de prefeito de Guarabira parece que não pegou ninguém de surpresa. Basta verificar os muitos comentários dos guarabirenses nas matérias que a mídia vinculou sobre a decisão. Entretanto, o que chamou atenção foi o posicionamento de seu companheiro de partido, Beto Meireles, que pareceu não muito satisfeito com a desistência de Célio.

Porém, a ação me soa como uma articulação planejada entre o secretário do Orçamento Democrático e sua equipe. Se tem uma coisa que não podemos dizer de Célio Alves e dos ex. girassóis é que são ingênuos ao ponto de acharem que tinham chances palpáveis de ganhar a prefeitura. Desde o início do período de pré-candidatura até o dia de hoje fica evidente para nós que Célio e seu grupo estavam à espera do direcionamento do governo estadual, só assim poderiam saber com quem barganhar uma vice prefeitura.

Desde a desistência de Célio Alves, Beto Meireles passou a tentar ocupar espaço de destaque nas mídias digitais. Repaginou seus perfis, tem dado declarações populistas e sobretudo, tomado postura de liderança. Será ele o pretenso candidato a vice? Ou de fato o Cidadania dará um tiro no pé ao indicar candidato próprio?

Já o pré-candidato a prefeito, Teotônio Assunção (PDT) pouco fala sobre quem estará com ele na composição da chapa. Durante algum tempo acreditava-se numa aliança com a família Paulino, porém a tenho como improvável pelos seguintes motivos.

Teotônio levanta o discurso da mudança, do fim do poderio oligárquico, seria no mínimo incoerente unir-se a uma das oligarquias, outro motivo é o fato de que os Paulino não querem perder o status que ainda acham ter para compor uma vice prefeitura. O governo do estado parece um tanto moroso para se posicionar acerca da política de Guarabira. Porém, a desistência de Célio parece o indicativo de que o estado fechará com o Pdtista, afinal a vice-governadora é do PDT. A família Paulinho até tentou tomar um fôlego com os últimos acontecimentos! O pai de Raniery e ex. governador da Paraíba decidiu dar as caras e voltar, depois de anos sem debater a política de Guarabira. Essa é talvez a indicação de que o MDB lançará candidatura própria.

Vamos pensar em especulações e hipóteses!

Marcus Diogo (PSDB) é o candidato que ninguém quer e os entendimentos dentro do partido parecem corroborar para que nas convenções ele seja passado para trás. Em decorrência da crise que o município entrou por conta de sua ineficiência administrativa. A imagem de Marcus Diogo é construída sobre a ótica da incapacidade administrativa, despreparo emocional e fragilidade nas relações. Será essa a chance do então Vereador Raimundo Macedo (PSDB)? Ou apostarão na in memoriam de Zenóbio Toscano e manterão a disputa para o pleito de Marcos Diogo (PSDB)?

Será que Paulinos e Toscanos irão se unir para derrotar o pré-candidato a prefeito pelo PDT, Teotônio Assunção? Pois como denota a história, estes se unem quando tem o poder ameaçado!

A história política de Guarabira é também a narrativa de um fatídico processo histórico, muito comum nos interiores do estado. Trata-se do revezamento do poder executivo, centrado nas mãos de duas famílias que governam a cidade com síndrome de oligarquias. De modo semelhante ocorre no legislativo, tanto em caráter municipal, quanto estadual.

No ano de 1977, Roberto Paulino foi eleito prefeito de Guarabira pelo MDB, iniciando assim um período que já perdura há 43 anos, o revezamento do poder político municipal. Após seu mandato em 1982, Roberto Paulino apresentou para Guarabira a candidatura para prefeito de Zenóbio Toscano, na época era filiado ao PMDB, que obteve êxito na candidatura.  Findada a vigência da eleição, em 1989 Roberto Paulino tornou a ocupar o cargo de chefe do poder executivo de Guarabira, já na eleição seguinte, 1993, Jáder Pimentel foi eleito prefeito de Guarabira pelo PDT. Desta eleição até o ano corrente, 2020 não houve em Guarabira outro prefeito (a) políticos que não fosse da família Paulino e Toscano, na impossibilidade de elegerem a si mesmos, Roberto Paulino e Zenóbio Toscano elegeram suas esposas, Fatima Paulino e Maria Hailéa Toscano.

Como adendo, cabe ressaltar que após a primeira eleição de Zenóbio Toscano para prefeito, as duas famílias romperam os laços políticos. Zenóbio Toscano tornou-se o “maior opositor” da oligarquia Paulino fundando sua própria, com base no PSDB.

As bases oligarquistas não se restringem apenas ao contexto do poder executivo, como mencionado acima, há membros da família Paulino e da família Toscano ocupando o poder legislativo. No âmbito municipal, na câmara de vereadores a “oligarquia” dos Paulinos tem representação na pessoa de Michelle Paulino, já na “oligarquia” dos Toscano o nome de representação é Renato Toscano. A nível estadual os Paulino são representados pelo deputado, Raniery Paulino – MDB, que já está em seu quarto mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba – ALPB, vale frisar que o grau de parentesco entre Raniery e Roberto Paulino é de pai e filho. Camila Toscano é também deputada estadual, filiada ao PSDB já vai no segundo mandato, ela é filha de Zenóbio Toscano.

Há quase oito anos Zenóbio Toscano foi mais uma vez empossado prefeito de Guarabira. Ocorre que em maio de 2019 ele sofreu um princípio de infarto e precisou ser afastado de suas atividades, por este motivo o vice-prefeito Marcus Diogo – PSDB assumiu o cargo na condição de interino. Ainda em processo de recuperação Zenóbio Toscano contraio COVID-19 e passou por outro infarto, vindo a óbito domingo, 14 de junho de 2020. Na segunda feira seguinte, 15 de junho de 2020, Marcus Diogo, até então prefeito interino foi empossado pela câmara municipal de vereadores como prefeito de Guarabira. Vale ressaltar que atualmente o prefeito Marcus Diogo segue a cartilha do prefeito de Campina Grande – PB, Romero Rodrigues – PSD, ambos optaram pelo afrouxamento do comércio e seguem as diretrizes de Bolsonaro em relação a pandemia de COVID-19, por interferência direta da Deputada Camila Toscano.

Neste contexto, mesmo com o aumento das mortes em decorrência do novo coronavírus o que se tem ouvido no que chamo de “bastidores da política” são pessoas preocupadas com os prazos eleitorais. Quando serão as convenções partidárias? As eleições serão em outubro ou novembro? Quem vai ser o vice de quem? Questionamentos como estes são frequentes, por este motivo é necessário que algumas especulações sejam levantadas sobre o atual cenário político. Mesmo porque, com ou sem coronavírus me parece que não existem precedentes imediatos para que as eleições sejam adiadas.

A desistência de Célio Alves (Cidadania) de candidatar-se ao posto de prefeito de Guarabira parece que não pegou ninguém de surpresa. Basta verificar os muitos comentários dos guarabirenses nas matérias que a mídia vinculou sobre a decisão. Entretanto, o que chamou atenção foi o posicionamento de seu companheiro de partido, Beto Meireles, que pareceu não muito satisfeito com a desistência de Célio.

Porém, a ação me soa como uma articulação planejada entre o secretário do Orçamento Democrático e sua equipe. Se tem uma coisa que não podemos dizer de Célio Alves e dos ex. girassóis é que são ingênuos ao ponto de acharem que tinham chances palpáveis de ganhar a prefeitura. Desde o início do período de pré-candidatura até o dia de hoje fica evidente para nós que Célio e seu grupo estavam à espera do direcionamento do governo estadual, só assim poderiam saber com quem barganhar uma vice prefeitura.

Desde a desistência de Célio Alves, Beto Meireles passou a tentar ocupar espaço de destaque nas mídias digitais. Repaginou seus perfis, tem dado declarações populistas e sobretudo, tomado postura de liderança. Será ele o pretenso candidato a vice? Ou de fato o Cidadania dará um tiro no pé ao indicar candidato próprio?

Já o pré-candidato a prefeito, Teotônio Assunção (PDT) pouco fala sobre quem estará com ele na composição da chapa. Durante algum tempo acreditava-se numa aliança com a família Paulino, porém a tenho como improvável pelos seguintes motivos.

Teotônio levanta o discurso da mudança, do fim do poderio oligárquico, seria no mínimo incoerente unir-se a uma das oligarquias, outro motivo é o fato de que os Paulino não querem perder o status que ainda acham ter para compor uma vice prefeitura. O governo do estado parece um tanto moroso para se posicionar acerca da política de Guarabira. Porém, a desistência de Célio parece o indicativo de que o estado fechará com o Pdtista, afinal a vice-governadora é do PDT. A família Paulinho até tentou tomar um fôlego com os últimos acontecimentos! O pai de Raniery e ex. governador da Paraíba decidiu dar as caras e voltar, depois de anos sem debater a política de Guarabira. Essa é talvez a indicação de que o MDB lançará candidatura própria.

Vamos pensar em especulações e hipóteses!

Marcus Diogo (PSDB) é o candidato que ninguém quer e os entendimentos dentro do partido parecem corroborar para que nas convenções ele seja passado para trás. Em decorrência da crise que o município entrou por conta de sua ineficiência administrativa. A imagem de Marcus Diogo é construída sobre a ótica da incapacidade administrativa, despreparo emocional e fragilidade nas relações. Será essa a chance do então Vereador Raimundo Macedo (PSDB)? Ou apostarão na in memoriam de Zenóbio Toscano e manterão a disputa para o pleito de Marcus Diogo (PSDB)?

REALMENTE NESTA POLÍTICA DE GUARABIRA TUDO É POSSÍVEL!

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