Amigos/as, por Waldeci Ferreira Chagas

Agradeço e parabenizo todos/as os/as amigos/as que consegui cultivar e os/as mantenho ao longo da vida.

Os/as próximos/as e os/as distantes, os/as ausentes, mas cultivados/as na memória e no coração. Os/as que aparecem vez por outra, mas nos comportamos como se tivéssemos nos vistos ontem.

Os que me fazem falta. Os/as que fazem raiva, os/as que me entristecem, os/as que me decepcionam, mas depois me fazem sorrir. Todos/as são amigos/as. Não são iguais e nem poderiam ser, pois não seriam amigos/as.

Uns/umas são chatos/as, enjoados/as, uns/umas pudicos/as, outros pervertidos/as. Pra cada hora, fase, momento da vida há um/a amigo/a. Tem uns/umas que querem te levar para o céu, enquanto você só quer ser feliz no (seu) céu inferno. Eles/as não querem entender.

Uns/Umas que só chamam para trabalhar, ou quando precisam de você para alguma coisa, outros/as só chamam pra farrear; esses são os mais bem-vindos. Uns/umas são tão sérios que você tem que se preparar para conversar com eles/as. Tem os/as politizados/as, os/as apolíticos, os/as intransigentes, os/as solidários/as, os/as companheiros/as, os/as intelectualizados, os/as religiosos/as, os ateus, ateias, os/as que te tiram do sério e te mostram a outra fase da vida, os/as solitários/as, os/as exploradores/as, os/as que só querem e não te oferecem nada.

Eles/as não precisam ser perfeitos/as, apenas amigos/as. Eles/as mudam com o tempo. São criações da natureza e da relação humana movida por desejos e interesses. Amigos/as não são objetos descartáveis que se compra no supermercado, usam-se e jogam-se a embalagem fora. Por isso, é bom Tê-los, próximos ou distantes. Amigos/as ficam, ainda que vão embora. São como as águas dos rios, nunca são os/as mesmos/as, ainda que voltemos a nos encontrarmos depois de longos anos, ou de uns dez minutos. Não há quem nunca tenha perguntado ao/a amigo/a: o que foi que aconteceu? E afirmado: Você hoje está diferente. Amigos/as são assim: Diferentes.

Seja qual for à característica amigos/as são seres indispensáveis. Dizem os nossos pais que existem bons e maus amigos/as. Será? Existem amigos/as diferentes. Só sei que eles/as são sempre necessários/as. Independentes do que sejam, dizem que escolhemos. Escolhas ou não, eles/as chegam às nossas vidas e ficam o tempo que a vida julgar necessário. Mas querem o nosso bem, embora às vezes não os/as entendemos. Por isso, são amigos/as. O que seria das nossas vidas, sem os nossos/as amigos/as de cada dia?

Waldeci Ferreira Chagas – Professor da UEPB – Campus Guarabira. Doutor em História. Mestre em História e Graduado em História.

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