Possível aliança entre Paulinos e grupo de João Azevêdo é um tapa na cara do eleitor

Está sendo costurado um acordo entre o grupo do governador João Azevêdo e Roberto Paulino para lançar uma candidatura na disputa do cargo de prefeito de Guarabira. Se for confirmado, a aliança é uma tapa na cara do eleitor. Não para menos, haja vista os muitos embates públicos promovido entre o grupo de João Azevêdo e a família Paulino.

Raniery Paulino é, hoje, a principal figura representativa da família Paulino em Guarabira. Já Célio Alves é o grande articulista do grupo do governador na cidade.

Raniery e Célio são rivais a ferro e fogo (ou pelo menos era). Célio, até onde se tem notícia, sempre foi um crítico ao revesamento de poder que há em Guarabira há anos. Ele, aliás, era cogitado para disputar as eleições municipais.

Na justiça, transcorre um processo contra Célio Alves, com prejuízo para ele, em ação movida por Raniery. Mas é possível que, em nome do poder, como afinal a família Paulino tem feito nas últimas décadas, é válido que as brigas, as discussões, as críticas, os ataques fiquem para trás.

Até ontem (23), como noticiado na mídia paraibana, Raniery era um dos políticos contrários ao governo de João Azevêdo, com críticas tecidas desde que assumiu a oposição. Raniery dizia que o governo de João Azevêdo é autoritário. João Azevêdo, por outro lado, chegou a chamar a oposição, da qual Raniery faz parte, de “meia dúzia de malandros”, ao se referir as eleições de 2020.

Política não é profissão, como faz Raniery e sua família, desde há muito tempo. Como dizia Aristóteles, a política deve servir aos interesses dos cidadãos, à polis, ou seja, a sociedade. Logo, a política é uma missão, destinada ao bem comum da população.

É verdade que Raniery tem boa vontade e se mostra atuante no seu mandato, mas não se pode negar que, ele e seu pai, Roberto Paulino, ao fingir que nada aconteceu nos últimos anos com a relação entre João Azevêdo e companhia, tenta passar ao eleitor que está tudo bem, que a aliança visa o bem comum dos guarabirenses.

Célio Alves, por sua vez, se aceitar participar da trambicagem política, para falar num português claro, deixa de lado suas crenças e tudo o que já foi dito sobre a família Paulino. E, se fizer, faz pelo mesmo motivo de Paulino pai e Paulino filho: pelo projeto de poder.

Célio, no entanto, e isso vale essa nota, já se mostrou ser covalente com o que diz, portanto a aposta é que o acordo não se efetive. Ele é um dos poucos políticos que fala o que pensa, aqui em Guarabira, embora se cale para outros assuntos. Fora isso, mostra-se uma grande figura na oposição, junto grupo que faz parte.

Sobre João Azevêdo: se tudo se confirmar, aceita o acordo com olho nas eleições em 2022, afinal nada na política é por acaso.

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